sábado, 27 de fevereiro de 2016

Adoeci por Amor

Para que meus alunos e amigos acompanharem meus pensamentos românticos que resultam em arte, como também os segredos que encontro em músicas eruditas:

Há alguns meses eu terminei minha obra-releitura do anjo de Cabanel. Com esta, eu adoeci.
Minha ambiciosa proposta de quase dois metros de largura me rendeu problemas os quais carrego até hoje; L.E.R, para os familiarizados, ou tendinite, companheira diária, muito embora tenha escrito na minha história de vida o momento da última pincelada: felicidade plena.

No total de aproximadamente 30 horas de trabalho, o resultado: 





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sennelier & Maestria

Talvez todo praticante de arte acadêmica, de cidades do interior, sofra como eu quando vê um vídeo como este. Esta realidade tão distante de nós.Estas prateleiras antigas, cheias de tintas, pigmentos, e aguadas que trazem consigo uma história de um apaixonado, o mestre Sennelier.
Na escola você aprende que grandes inventores da história foram aqueles ambiciosos que descobriram eletricidade ou aprimoraram a tecnologia, mas os que investiram em fabricação de produtos de arte, pra mim, foram os verdadeiros mestres. Isto sim é fomentado pelo Amor e digno de louvor.
Entrei no site da Sennelier semana passada e descobri um universo mágico, como quando uma criança deslumbra o parquinho da escola pela sua primeiríssima vez. Parecia até que eu conseguia sentir o cheiro das tintas.Uma variedade imensa; quase cem nuances que me lembraram a frase da minha avó: “Quando você entrar no céu verá cores que nunca viu!”. Era isso! Meu céu...
Na segunda cena deste vídeo que compartilho, meus olhos encheram de lágrimas... que mundo distante este...

http://www.youtube.com/watch?v=rGN71u7q0lQ&list=FLCtpt4-6I55tZvCXOjfeBuA&index=1

domingo, 5 de janeiro de 2014

Pequeno sítio na Suíça


De modo que o lugarejo parecia bastante encantador, pintei em uma tela de tamanho pequeno, para que ficasse mais charmoso. Como sempre digo, a moldura de um quadro é como o cabelo de um rosto bonito. Não o torna mais bonito ou mais feio, mas o valoriza em todo o contexto. 
Pintar este quadro foi uma experiência maravilhosa ao passado, e um convite à relembrar que os lugares que a modernidade toca normalmente perdem o encanto. Minha maior preocupação foi conseguir fazer o expectador elevar-se à um lugar pouco visitado de sua mente, o qual normalmente a sociedade o faz julga-lo obsoleto e não importante; as nossas raízes são como guias para longevidade existencial. 
A arte não se trata apenas de técnica ou academicismo, mas da nobre intenção de sublimação para almas perdidas...

http://youtu.be/rVriT8T3kmM